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Salmos

Capítulo 01

1BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

3Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

4Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

5Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

6Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

Capítulo 02

1POR que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

2Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo:

3Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

4Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

5Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

6Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.

7Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

8Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.

9Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

10Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

11Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor.

12Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.

Capítulo 03

1SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

2Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.)

3Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.

4Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.)

5Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.

6Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

7Levanta-te, SENHOR; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

8A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá.)

Capítulo 04

1OUVE-ME quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.

2Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá.)

3Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele.

4Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos. (Selá.)

5Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no SENHOR.

6Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto.

7Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho.

8Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.

Capítulo 05

1DÁ ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR, atende à minha meditação.

2Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei.

3Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.

4Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.

5Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.

6Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.

7Porém eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.

8SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o teu caminho.

9Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.

10Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti.

11Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.

12Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.

Capítulo 06

1SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.

2Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados.

3Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?

4Volta-te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade.

5Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

6Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas,

7Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos.

8Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade; porque o SENHOR já ouviu a voz do meu pranto.

9O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.

10Envergonhem-se e perturbem-se todos os meus inimigos; tornem atrás e envergonhem-se num momento.

Capítulo 07

1SENHOR meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem, e livra-me;

2Para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre.

3SENHOR meu Deus, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos,

4Se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa),

5Persiga o inimigo a minha alma e alcance-a; calque aos pés a minha vida sobre a terra, e reduza a pó a minha glória. (Selá.)

6Levanta-te, SENHOR, na tua ira; exalta-te por causa do furor dos meus opressores; e desperta por mim para o juízo que ordenaste.

7Assim te rodeará o ajuntamento de povos; por causa deles, pois, volta-te para as alturas.

😯 SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça, e conforme a integridade que há em mim.

9Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas os corações e os rins.

10O meu escudo é de Deus, que salva os retos de coração.

11Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias.

12Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado.

13E já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores.

14Eis que ele está com dores de perversidade; concebeu trabalhos, e produziu mentiras.

15Cavou um poço e o fez fundo, e caiu na cova que fez.

16A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua própria cabeça.

17Eu louvarei ao SENHOR segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR altíssimo.

Capítulo 08

1Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!

2Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador.

3Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;

4Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?

5Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.

6Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:

7Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo,

8As aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.

9Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!

Capítulo 09

1EU te louvarei, SENHOR, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.

2Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.

3Porquanto os meus inimigos retornaram, caíram e pereceram diante da tua face.

4Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente;

5Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente.

6Oh! inimigo! acabaram-se para sempre as assolações; e tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas.

7Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.

8Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão.

9O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.

10Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam.

11Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.

12Pois quando inquire do derramamento de sangue, lembra-se deles: não se esquece do clamor dos aflitos.

13Tem misericórdia de mim, SENHOR, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da morte;

14Para que eu conte todos os teus louvores nas portas da filha de Sião, e me alegre na tua salvação.

15Os gentios enterraram-se na cova que fizeram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.

16O SENHOR é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado foi o ímpio nas obras de suas mãos. (Higaiom; Selá.)

17Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.

18Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente.

19Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o homem; sejam julgados os gentios diante da tua face.

20Põe-os em medo, SENHOR, para que saibam as nações que são formadas por meros homens. (Selá.)

Capítulo 10

1POR que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia?

2Os ímpios na sua arrogância perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.

3Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR.

4Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus.

5Os seus caminhos atormentam sempre; os teus juízos estão longe da vista dele, em grande altura, e despreza aos seus inimigos.

6Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.

7A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade.

8Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos sobre o pobre.

9Arma ciladas no esconderijo, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o, prendendo-o na sua rede.

10Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em suas fortes garras.

11Diz em seu coração: Deus esqueceu-se, cobriu o seu rosto, e nunca isto verá.

12Levanta-te, SENHOR. Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos humildes.

13Por que blasfema o ímpio de Deus? dizendo no seu coração: Tu não o esquadrinharás?

14Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o retribuir com tuas mãos; a ti o pobre se encomenda; tu és o auxílio do órfão.

15Quebra o braço do ímpio e malvado; busca a sua impiedade, até que nenhuma encontres.

16O SENHOR é Rei eterno; da sua terra perecerão os gentios.

17SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás os seus corações; os teus ouvidos estarão abertos para eles;

18Para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem da terra não prossiga mais em usar da violência.

Capítulo 11

1NO SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?

2Pois eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às escuras, aos retos de coração.

3Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?

4O SENHOR está no seu santo templo, o trono do SENHOR está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens.

5O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma.

6Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto será a porção do seu copo.

7Porque o SENHOR é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos.

 

Capítulo 12

1SALVA-NOS, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.

2Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.

3O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.

4Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é SENHOR sobre nós?

5Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram.

6As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.

7Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.

8Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.

Capítulo 13

1ATÉ quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?

2Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?

3Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte;

4Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar.

5Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração.

6Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.

Capítulo 14

1DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.

2O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.

3Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.

4Não terão conhecimento os que praticam a iniqüidade, os quais comem o meu povo, como se comessem pão, e não invocam ao SENHOR?

5Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.

6Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o SENHOR é o seu refúgio.

7Oh, se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.

Capítulo 15

1SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?

2Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração.

3Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo;

4A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda.

5Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado.

Capítulo 16

1GUARDA-ME, ó Deus, porque em ti confio.

2A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença,

3Mas aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer.

4As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.

5O SENHOR é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte.

6As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança.

7Louvarei ao SENHOR que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite.

8Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.

9Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.

10Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

11Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

Capítulo 17

1OUVE, SENHOR, a justiça; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.

2Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.

3Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propus que a minha boca não transgredirá.

4Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor.

5Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.

6Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras.

7Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra.

8Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

9Dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando.

10Na sua gordura se encerram, com a boca falam soberbamente.

11Têm-nos cercado agora nossos passos; e baixaram os seus olhos para a terra;

12Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que se põe em esconderijos.

13Levanta-te, SENHOR, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, com a tua espada;

14Dos homens com a tua mão, SENHOR, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto. Estão fartos de filhos e dão os seus sobejos às suas crianças.

15Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.

Capítulo 18

1EU te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha.

2O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

3Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos.

4Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram.

5Tristezas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

6Na angústia invoquei ao SENHOR, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face.

7Então a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.

8Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.

9Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.

10E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.

11Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.

12Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.

13E o SENHOR trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve saraiva e brasas de fogo.

14Mandou as suas setas, e as espalhou; multiplicou raios, e os desbaratou.

15Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, ao sopro das tuas narinas.

16Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas.

17Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.

18Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo.

19Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.

20Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

21Porque guardei os caminhos do SENHOR, e não me apartei impiamente do meu Deus.

22Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos.

23Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniqüidade.

24Assim que retribuiu-me o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

25Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero;

26Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.

27Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos altivos.

28Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR meu Deus iluminará as minhas trevas.

29Porque contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha.

30O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.

31Porque quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus?

32Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.

33Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas minhas alturas.

34Ensina as minhas mãos para a guerra, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre.

35Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu.

36Alargaste os meus passos debaixo de mim, de maneira que os meus artelhos não vacilaram.

37Persegui os meus inimigos, e os alcancei; não voltei senão depois de os ter consumido.

38Atravessei-os de sorte que não se puderam levantar; caíram debaixo dos meus pés.

39Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram.

40Deste-me também o pescoço dos meus inimigos para que eu pudesse destruir os que me odeiam.

41Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu.

42Então os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas.

43Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos gentios; um povo que não conheci me servirá.

44Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim.

45Os estranhos descairão, e terão medo nos seus esconderijos.

46O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação.

47É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita os povos debaixo de mim;

48O que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento.

49Assim que, ó SENHOR, te louvarei entre os gentios, e cantarei louvores ao teu nome,

50Pois engrandece a salvação do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua semente para sempre.

 

Capítulo 19

1OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

2Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

4A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.

6A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.

7A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.

8Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.

9O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.

10Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.

11Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

12Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.

13Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

14Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!

Capítulo 20

1O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja.

2Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha desde Sião.

3Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos. (Selá.)

4Conceda-te conforme ao teu coração, e cumpra todo o teu plano.

5Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o SENHOR todas as tuas petições.

6Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita.

7Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.

8Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé.

9Salva-nos, SENHOR; ouça-nos o rei quando clamarmos.

Capítulo 21

1O REI se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.

2Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as súplicas dos seus lábios. (Selá.)

3Pois vais ao seu encontro com as bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.

4Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.

5Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele.

6Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.

7Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.

8A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam.

9Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.

10Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens.

11Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.

12Assim que tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.

13Exalta-te, SENHOR, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.

 

Capítulo 22

1DEUS meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?

2Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego.

3Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel.

4Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.

5A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos.

6Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo.

7Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo:

8Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.

9Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe.

10Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.

11Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude.

12Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam.

13Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge.

14Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas.

15A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte.

16Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés.

17Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam.

18Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.

19Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me.

20Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão.

21Salva-me da boca do leão; sim, ouviste-me, das pontas dos bois selvagens.

22Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.

23Vós, que temeis ao SENHOR, louvai-o; todos vós, semente de Jacó, glorificai-o; e temei-o todos vós, semente de Israel.

24Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.

25O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.

26Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente.

27Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao SENHOR; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face.

28Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações.

29Todos os que na terra são gordos comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; e nenhum poderá reter viva a sua alma.

30Uma semente o servirá; será declarada ao Senhor a cada geração.

31Chegarão e anunciarão a sua justiça ao povo que nascer, porquanto ele o fez.

Capítulo 23

1O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.

2Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

3Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

4Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

5Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

6Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Capítulo 24

1DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.

2Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios.

3Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo?

4Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.

5Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação.

6Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá.)

7Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

8Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.

9Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

10Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.)

Capítulo 25

1A TI, SENHOR, levanto a minha alma.

2Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim.

3Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa.

4Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas.

5Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.

6Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.

7Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR.

8Bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores.

9Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.

10Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.

11Por amor do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.

12Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.

13A sua alma pousará no bem, e a sua semente herdará a terra.

14O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.

15Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede.

16Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.

17As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos.

18Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.

19Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me odeiam com ódio cruel.

20Guarda a minha alma, e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti.

21Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti.

22Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.

Capítulo 26

1JULGA-ME, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.

2Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.

3Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.

4Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.

5Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios.

6Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar.

7Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.

8SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.

9Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos,

10Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.

11Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.

12O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.

Capítulo 27

1O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?

2Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.

3Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.

4Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.

5Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha.

6Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.

7Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.

8Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.

9Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.

10Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.

11Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.

12Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.

13Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.

14Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

Capítulo 28

1A TI clamarei, ó SENHOR, Rocha minha; não emudeças para comigo; não aconteça, calando-te tu para comigo, que eu fique semelhante aos que descem ao abismo.

2Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo.

3Não me arrastes com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm mal nos seus corações.

4Dá-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; torna-lhes a sua recompensa.

5Porquanto não atentam às obras do SENHOR, nem à obra das suas mãos; pois que ele os derrubará e não os reedificará.

6Bendito seja o SENHOR, porque ouviu a voz das minhas súplicas.

7O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei.

😯 SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.

9Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre.

Capítulo 29

1DAI ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força.

2Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.

3A voz do SENHOR ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas.

4A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.

5A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano.

6Ele os faz saltar como um bezerro; ao Líbano e Siriom, como filhotes de bois selvagens.

7A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo.

8A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.

9A voz do SENHOR faz parir as cervas, e descobre as brenhas; e no seu templo cada um fala da sua glória.

10O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei, perpetuamente.

11O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz.

Capítulo 30

1EXALTAR-TE-EI, ó SENHOR, porque tu me exaltaste; e não fizeste com que meus inimigos se alegrassem sobre mim.

2SENHOR meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste.

3SENHOR, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo.

4Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade.

5Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

6Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais.

7Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado.

8A ti, SENHOR, clamei, e ao SENHOR supliquei.

9Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?

10Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim, SENHOR; sê o meu auxílio.

11Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria,

12Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. SENHOR, meu Deus, eu te louvarei para sempre.

Capítulo 31

1EM ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido. Livra-me pela tua justiça.

2Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.

3Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.

4Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.

5Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade.

6Odeio aqueles que se entregam a vaidades enganosas; eu, porém, confio no SENHOR.

7Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias.

8E não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso.

9Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre.

10Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos de suspiros; a minha força descai por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.

11Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus vizinhos, e horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim.

12Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.

13Pois ouvi a murmuração de muitos, temor havia ao redor; enquanto juntamente consultavam contra mim, intentaram tirar-me a vida.

14Mas eu confiei em ti, SENHOR; e disse: Tu és o meu Deus.

15Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.

16Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tuas misericórdias.

17Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado. Deixa confundidos os ímpios, e emudeçam na sepultura.

18Emudeçam os lábios mentirosos que falam coisas más com soberba e desprezo contra o justo.

19Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, a qual operaste para aqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens!

20Tu os esconderás, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens; encobri-los-ás em um pavilhão, da contenda das línguas.

21Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura.

22Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas, quando eu a ti clamei.

23Amai ao SENHOR, vós todos que sois seus santos; porque o SENHOR guarda os fiéis e retribui com abundância ao que usa de soberba.

24Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.

Capítulo 32

1BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.

2Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

3Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.

4Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)

5Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.)

6Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão.

7Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.)

8Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.

9Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti.

10O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará.

11Alegrai-vos no SENHOR, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração.

Capítulo 33

1REGOZIJAI-VOS no SENHOR, vós justos, pois aos retos convém o louvor.

2Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com o saltério e um instrumento de dez cordas.

3Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.

4Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis.

5Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do SENHOR.

6Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca.

7Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos.

8Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo.

9Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.

10O SENHOR desfaz o conselho dos gentios, quebranta os intentos dos povos.

11O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração.

12Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.

13O SENHOR olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens.

14Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra.

15Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.

16Não há rei que se salve com a grandeza dum exército, nem o homem valente se livra pela muita força.

17O cavalo é falaz para a segurança; não livra ninguém com a sua grande força.

18Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia;

19Para lhes livrar as almas da morte, e para os conservar vivos na fome.

20A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.

21Pois nele se alegra o nosso coração; porquanto temos confiado no seu santo nome.

22Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos.

 

Capítulo 34

1LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.

2A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão.

3Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome.

4Busquei ao SENHOR, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.

5Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos.

6Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.

7O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.

8Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.

9Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem.

10Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao SENHOR bem nenhum faltará.

11Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.

12Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?

13Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano.

14Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a.

15Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.

16A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.

17Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias.

18Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.

19Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.

20Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.

21A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão punidos.

22O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será punido.

Capítulo 35

1PLEITEIA, SENHOR, com aqueles que pleiteiam comigo; peleja contra os que pelejam contra mim.

2Pega do escudo e da rodela, e levanta-te em minha ajuda.

3Tira da lança e obstrui o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.

4Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim tentam mal.

5Sejam como a moinha perante o vento; o anjo do SENHOR os faça fugir.

6Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.

7Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma.

8Sobrevenha-lhe destruição sem o saber, e prenda-o a rede que ocultou; caia ele nessa mesma destruição.

9E a minha alma se alegrará no SENHOR; alegrar-se-á na sua salvação.

10Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem é como tu, que livras o pobre daquele que é mais forte do que ele? Sim, o pobre e o necessitado daquele que o rouba.

11Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia.

12Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.

13Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.

14Portava-me como se ele fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe.

15Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam; os abjetos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me, e não cessavam.

16Com hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim.

17Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predileta dos leões.

18Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te celebrarei.

19Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aqueles que me odeiam sem causa.

20Pois não falam de paz; antes projetam enganar os quietos da terra.

21Abrem a boca de par em par contra mim, e dizem: Ah! Ah! os nossos olhos o viram.

22Tu, SENHOR, o tens visto, não te cales; Senhor, não te alongues de mim:

23Desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.

24Julga-me segundo a tua justiça, SENHOR Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim.

25Não digam em seus corações: Ah! alma nossa! Não digam: Nós o havemos devorado.

26Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim.

27Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O SENHOR seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo.

28E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia.

Capítulo 36

1A TRANSGRESSÃO do ímpio diz no íntimo do meu coração: Não há temor de Deus perante os seus olhos.

2Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniqüidade se descubra ser detestável.

3As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem.

4Projeta a malícia na sua cama; põe-se no caminho que não é bom; não aborrece o mal.

5A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens.

6A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo. SENHOR, tu conservas os homens e os animais.

7Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.

8Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias;

9Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.

10Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração.

11Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.

12Ali caem os que praticam a iniqüidade; cairão, e não se poderão levantar.

Capítulo 37

1NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.

2Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.

3Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.

4Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.

5Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.

6E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.

7Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

8Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.

9Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.

10Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.

11Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.

12O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes.

13O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.

14Os ímpios puxaram da espada e armaram o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reta conduta.

15Porém a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.

16Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios.

17Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos.

18O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.

19Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão.

20Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumaça se desfarão.

21O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.

22Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados.

23Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho.

24Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão.

25Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.

26Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada.

27Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.

28Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.

29Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.

30A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo.

31A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.

32O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo.

33O SENHOR não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.

34Espera no SENHOR, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados.

35Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.

36Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar.

37Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz.

38Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas.

39Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.

40E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele.

Capítulo 38

1Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.

2Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu.

3Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado.

4Pois já as minhas iniqüidades sobrepassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças.

5As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura.

6Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia.

7Porque as minhas ilhargas estão cheias de ardor, e não há coisa sã na minha carne.

8Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido pela inquietação do meu coração.

9Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto.

10O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, ela me deixou.

11Os meus amigos e os meus companheiros estão ao longe da minha chaga; e os meus parentes se põem à distância.

12Também os que buscam a minha vida me armam laços e os que procuram o meu mal falam coisas que danificam, e imaginam astúcias todo o dia.

13Mas eu, como surdo, não ouvia, e era como mudo, que não abre a boca.

14Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação.

15Porque em ti, SENHOR, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás.

16Porque dizia eu: Ouve-me, para que não se alegrem de mim. Quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim.

17Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim.

18Porque eu declararei a minha iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.

19Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se multiplicam.

20Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porquanto eu sigo o que é bom.

21Não me desampares, SENHOR, meu Deus, não te alongues de mim.

22Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.

Capítulo 39

1EU disse: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; guardarei a boca com um freio, enquanto o ímpio estiver diante de mim.

2Com o silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem, e a minha dor se agravou.

3Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua:

4Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.

5Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá.)

6Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

7Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

8Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.

9Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.

10Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.

11Quando castigas o homem, com repreensões por causa da iniqüidade, fazes com que a sua beleza se consuma como a traça; assim todo homem é vaidade. (Selá.)

12Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou um estrangeiro contigo e peregrino, como todos os meus pais.

13Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.

Capítulo 40

1ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.

2Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.

3E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.

4Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.

5Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.

6Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.

7Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.

8Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.

9Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes.

10Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.

11Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.

12Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração.

13Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio.

14Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.

15Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!

16Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o SENHOR.

17Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.

Capítulo 41

1BEM-AVENTURADO é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.

2O SENHOR o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.

3O SENHOR o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença.

4Dizia eu: SENHOR, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.

5Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?

6E, se algum deles vem ver-me, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala.

7Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:

8Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais.

9Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.

10Porém tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.

11Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.

12Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre.

13Bendito seja o SENHOR Deus de Israel de século em século. Amém e Amém.

Capítulo 42

1ASSIM como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

2A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

3As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

4Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

5Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.

6Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte.

7Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim.

8Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida.

9Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo?

10Com ferida mortal em meus ossos me afrontam os meus adversários, quando todo dia me dizem: Onde está o teu Deus?

11Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus.

Capítulo 43

1FAZE-ME justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação ímpia. Livra-me do homem fraudulento e injusto.

2Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitas? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo?

3Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte, e aos teus tabernáculos.

4Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.

5Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu.

Capítulo 44

1Ó DEUS, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade.

2Como expulsaste os gentios com a tua mão e os plantaste a eles; como afligiste os povos e os derrubaste.

3Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles.

4Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó.

5Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós.

6Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará.

7Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos, e confundiste os que nos odiavam.

8Em Deus nos gloriamos todo o dia, e louvamos o teu nome eternamente. (Selá.)

9Mas agora tu nos rejeitaste e nos confundiste, e não sais com os nossos exércitos.

10Tu nos fazes retirar do inimigo, e aqueles que nos odeiam nos saqueiam para si.

11Tu nos entregaste como ovelhas para comer, e nos espalhaste entre os gentios.

12Tu vendes por nada o teu povo, e não aumentas a tua riqueza com o seu preço.

13Tu nos pões por opróbrio aos nossos vizinhos, por escárnio e zombaria daqueles que estão à roda de nós.

14Tu nos pões por provérbio entre os gentios, por movimento de cabeça entre os povos.

15A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre,

16À voz daquele que afronta e blasfema, por causa do inimigo e do vingador.

17Tudo isto nos sobreveio; contudo não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra a tua aliança.

18O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas;

19Ainda que nos quebrantaste num lugar de dragões, e nos cobriste com a sombra da morte.

20Se nós esquecemos o nome do nosso Deus, e estendemos as nossas mãos para um deus estranho,

21Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração.

22Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.

23Desperta, por que dormes, Senhor? Acorda, não nos rejeites para sempre.

24Por que escondes a tua face, e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?

25Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega à terra.

26Levanta-te em nosso auxílio, e resgata-nos por amor das tuas misericórdias.

Capítulo 45

1O MEU coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor.

2Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.

3Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade.

4E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis.

5As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.

6O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade.

7Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.

8Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram.

9As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres mulheres; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir.

10Ouve, filha, e olha, e inclina os teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa do teu pai.

11Então o rei se afeiçoará da tua formosura, pois ele é teu Senhor; adora-o.

12E a filha de Tiro estará ali com presentes; os ricos do povo suplicarão o teu favor.

13A filha do rei é toda ilustre lá dentro; o seu vestido é entretecido de ouro.

14Levá-la-ão ao rei com vestidos bordados; as virgens que a acompanham a trarão a ti.

15Com alegria e regozijo as trarão; elas entrarão no palácio do rei.

16Em lugar de teus pais estarão teus filhos; deles farás príncipes sobre toda a terra.

17Farei lembrado o teu nome de geração em geração; por isso os povos te louvarão eternamente.

Capítulo 46

1DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

2Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

3Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)

4Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.

5Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.

6Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.

7O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)

8Vinde, contemplai as obras do SENHOR; que desolações tem feito na terra!

9Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.

10Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.

11O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)

Capítulo 47

1BATEI palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo.

2Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra.

3Ele nos subjugará os povos e as nações debaixo dos nossos pés.

4Escolherá para nós a nossa herança, a glória de Jacó, a quem amou. (Selá.)

5Deus subiu com júbilo, o SENHOR subiu ao som de trombeta.

6Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores.

7Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência.

8Deus reina sobre os gentios; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.

9Os príncipes do povo se ajuntam, o povo do Deus de Abraão; porque os escudos da terra são de Deus. Ele está muito elevado!

Capítulo 48

1GRANDE é o SENHOR e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo.

2Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei.

3Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio.

4Porque eis que os reis se ajuntaram; eles passaram juntos.

5Viram-no e ficaram maravilhados; ficaram assombrados e se apressaram em fugir.

6Tremor ali os tomou, e dores como de mulher de parto.

7Tu quebras as naus de Társis com um vento oriental.

8Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a confirmará para sempre. (Selá.)

9Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade, no meio do teu templo.

10Segundo é o teu nome, ó Deus, assim é o teu louvor, até aos fins da terra; a tua mão direita está cheia de justiça.

11Alegre-se o monte de Sião; alegrem-se as filhas de Judá por causa dos teus juízos.

12Rodeai Sião, e cercai-a, contai as suas torres.

13Marcai bem os seus antemuros, considerai os seus palácios, para que o conteis à geração seguinte.

14Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte.

Capítulo 49

1OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo,

2Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres.

3A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento.

4Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa.

5Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas?

6Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas,

7Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele

8(Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre),

9Para que viva para sempre, e não veja corrupção.

10Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens.

11O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.

12Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem.

13Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras. (Selá.)

14Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles.

15Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá.)

16Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.

17Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.

18Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo,

19Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz.

20O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.

Capítulo 50

1O DEUS poderoso, o SENHOR, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso.

2Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus.

3Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele.

4Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo.

5Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.

6E os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz. (Selá.)

7Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus.

8Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim.

9Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais.

10Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas.

11Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo.

12Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude.

13Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?

14Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos.

15E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

16Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca?

17Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti.

18Quando vês o ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte com adúlteros.

19Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano.

20Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe.

21Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te argüirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos:

22Ouvi pois isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que eu vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre.

23Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.

Capítulo 51

1TEM misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

2Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

3Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

4Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

5Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

6Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

7Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

8Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

9Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

10Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

11Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

12Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

13Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

14Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.

15Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.

16Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

17Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

18Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

19Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

Capítulo 52

1POR que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente.

2A tua língua intenta o mal, como uma navalha amolada, traçando enganos.

3Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão. (Selá.)

4Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta.

5Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação, e desarraigar-te-á da terra dos viventes. (Selá.)

6E os justos o verão, e temerão: e se rirão dele, dizendo:

7Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade.

8Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente.

9Para sempre te louvarei, porque tu o fizeste, e esperarei no teu nome, porque é bom diante de teus santos.

Capítulo 53

1DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem.

2Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.

3Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um.

4Acaso não têm conhecimento os que praticam a iniqüidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocaram a Deus.

5Ali se acharam em grande temor, onde não havia temor, pois Deus espalhou os ossos daquele que te cercava; tu os confundiste, porque Deus os rejeitou.

6Oh! se já de Sião viesse a salvação de Israel! Quando Deus fizer voltar os cativos do seu povo, então se regozijará Jacó e se alegrará Israel.

Capítulo 54

1SALVA-ME, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.

2Ó Deus, ouve a minha oração, inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.

3Porque os estranhos se levantam contra mim, e tiranos procuram a minha vida; não têm posto Deus perante os seus olhos. (Selá.)

4Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma.

5Ele recompensará com o mal os meus inimigos. Destrói-os na tua verdade.

6Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom,

7Pois me tem livrado de toda a angústia; e os meus olhos viram o meu desejo sobre os meus inimigos.

Capítulo 55

1INCLINA, ó Deus, os teus ouvidos à minha oração, e não te escondas da minha súplica.

2Atende-me, e ouve-me; lamento na minha queixa, e faço ruído,

3Pelo clamor do inimigo e por causa da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim a iniqüidade, e com furor me odeiam.

4O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da morte caíram sobre mim.

5Temor e tremor vieram sobre mim; e o horror me cobriu.

6Assim eu disse: Oh! quem me dera asas como de pomba! Então voaria, e estaria em descanso.

7Eis que fugiria para longe, e pernoitaria no deserto. (Selá.)

8Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade.

9Despedaça, Senhor, e divide as suas línguas, pois tenho visto violência e contenda na cidade.

10De dia e de noite a cercam sobre os seus muros; iniqüidade e malícia estão no meio dela.

11Maldade há dentro dela; astúcia e engano não se apartam das suas ruas.

12Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido.

13Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo.

14Consultávamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus.

15A morte os assalte, e vivos desçam ao inferno; porque há maldade nas suas habitações e no meio deles.

16Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.

17De tarde e de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz.

18Livrou em paz a minha alma da peleja que havia contra mim; pois havia muitos comigo.

19Deus ouvirá, e os afligirá. Aquele que preside desde a antiguidade (Selá), porque não há neles nenhuma mudança, e portanto não temem a Deus.

20Tal homem pôs as suas mãos naqueles que têm paz com ele; quebrou a sua aliança.

21As palavras da sua boca eram mais macias do que a manteiga, mas havia guerra no seu coração: as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas.

22Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; não permitirá jamais que o justo seja abalado.

23Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de fraude não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.

Capítulo 56

1TEM misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; pelejando todo dia, me oprime.

2Os meus inimigos procuram devorar-me todo dia; pois são muitos os que pelejam contra mim, ó Altíssimo.

3Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti.

4Em Deus louvarei a sua palavra, em Deus pus a minha confiança; não temerei o que me possa fazer a carne.

5Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal.

6Ajuntam-se, escondem-se, marcam os meus passos, como aguardando a minha alma.

7Porventura escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derruba os povos na tua ira!

8Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?

9Quando eu a ti clamar, então voltarão para trás os meus inimigos: isto sei eu, porque Deus é por mim.

10Em Deus louvarei a sua palavra; no SENHOR louvarei a sua palavra.

11Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem.

12Os teus votos estão sobre mim, ó Deus; eu te renderei ações de graças;

13Pois tu livraste a minha alma da morte; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos viventes?

Capítulo 57

1TEM misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.

2Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.

3Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me. (Selá.) Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.

4A minha alma está entre leões, e eu estou entre aqueles que estão abrasados, filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas, e a sua língua espada afiada.

5Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra.

6Armaram uma rede aos meus passos; a minha alma está abatida. Cavaram uma cova diante de mim, porém eles mesmos caíram no meio dela. (Selá.)

7Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e darei louvores.

8Desperta, glória minha; despertai, saltério e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva.

9Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; eu te cantarei entre as nações.

10Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens.

11Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra.

Capítulo 58

1ACASO falais vós, deveras, ó congregação, a justiça? Julgais retamente, ó filhos dos homens?

2Antes no coração forjais iniqüidades; sobre a terra pesais a violência das vossas mãos.

3Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras.

4O seu veneno é semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,

5Para não ouvir a voz dos encantadores, do encantador sábio em encantamentos.

6Ó Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões.

7Escorram como águas que correm constantemente. Quando ele armar as suas flechas, fiquem feitas em pedaços.

8Como a lesma se derrete, assim se vá cada um deles, como o aborto duma mulher, que nunca viu o sol.

9Antes que as vossas panelas sintam o calor dos espinhos, como por um redemoinho os arrebatará ele, vivo e em indignação.

10O justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio.

11Então dirá o homem: Deveras há uma recompensa para o justo; deveras há um Deus que julga na terra.

Capítulo 59

1LIVRA-ME, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim.

2Livra-me dos que praticam a iniqüidade, e salva-me dos homens sanguinários.

3Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó SENHOR.

4Eles correm, e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares, e olha.

5Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. (Selá.)

6Voltam à tarde; dão ganidos como cães, e rodeiam a cidade.

7Eis que eles dão gritos com as suas bocas; espadas estão nos seus lábios, porque, dizem eles: Quem ouve?

8Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todos os gentios;

9Por causa da sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.

10O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.

11Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; espalha-os pelo teu poder, e abate-os, ó Senhor, nosso escudo.

12Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam.

13Consome-os na tua indignação, consome-os, para que não existam, e para que saibam que Deus reina em Jacó até aos fins da terra. (Selá.)

14E tornem a vir à tarde, e dêem ganidos como cães, e cerquem a cidade.

15Vagueiem para cima e para baixo por mantimento, e passem a noite sem se saciarem.

16Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia.

17A ti, ó fortaleza minha, cantarei salmos; porque Deus é a minha defesa e o Deus da minha misericórdia.

Capítulo 60

1Ó DEUS, tu nos rejeitaste, tu nos espalhaste, tu te indignaste; oh, volta-te para nós.

2Abalaste a terra, e a fendeste; sara as suas fendas, pois ela treme.

3Fizeste ver ao teu povo coisas árduas; fizeste-nos beber o vinho do atordoamento.

4Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto, por causa da verdade. (Selá.)

5Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com a tua destra, e ouve-nos;

6Deus falou na sua santidade; eu me regozijarei, repartirei a Siquém e medirei o vale de Sucote.

7Meu é Gileade, e meu é Manassés; Efraim é a força da minha cabeça; Judá é o meu legislador.

8Moabe é a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; alegra-te, ó Filístia, por minha causa.

9Quem me conduzirá à cidade forte? Quem me guiará até Edom?

10Não serás tu, ó Deus, que nos tinhas rejeitado? tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos?

11Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem.

12Em Deus faremos proezas; porque ele é que pisará os nossos inimigos.

Capítulo 61

1OUVE, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração.

2Desde o fim da terra clamarei a ti, quando o meu coração estiver desmaiado; leva-me para a rocha que é mais alta do que eu.

3Pois tens sido um refúgio para mim, e uma torre forte contra o inimigo.

4Habitarei no teu tabernáculo para sempre; abrigar-me-ei no esconderijo das tuas asas. (Selá.)

5Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos; deste-me a herança dos que temem o teu nome.

6Prolongarás os dias do rei; e os seus anos serão como muitas gerações.

7Ele permanecerá diante de Deus para sempre; prepara-lhe misericórdia e verdade que o preservem.

8Assim cantarei louvores ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia.

Capítulo 62

1A MINHA alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação.

2Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado.

3Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe prestes a cair.

4Eles somente consultam como o hão de derrubar da sua excelência; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas nas suas entranhas maldizem. (Selá.)

5Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.

6Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.

7Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus.

8Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio. (Selá.)

9Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.

10Não confieis na opressão, nem vos ensoberbeçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.

11Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.

12A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.

Capítulo 63

1Ó DEUS, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;

2Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário.

3Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.

4Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.

5A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,

6Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.

7Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me regozijarei.

8A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.

9Mas aqueles que procuram a minha alma para a destruir, irão para as profundezas da terra.

10Cairão à espada; serão uma ração para as raposas.

11Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se taparão as bocas dos que falam a mentira.

Capítulo 64

1OUVE, ó Deus, a minha voz na minha oração; guarda a minha vida do temor do inimigo.

2Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniqüidade.

3Que afiaram as suas línguas como espadas; e armaram por suas flechas palavras amargas,

4A fim de atirarem em lugar oculto ao que é íntegro; disparam sobre ele repentinamente, e não temem.

5Firmam-se em mau intento; falam de armar laços secretamente, e dizem: Quem os verá?

6Andam inquirindo malícias, inquirem tudo o que se pode inquirir; e ambos, o íntimo pensamento de cada um deles, e o coração, são profundos.

7Mas Deus atirará sobre eles uma seta, e de repente ficarão feridos.

8Assim eles farão com que as suas línguas tropecem contra si mesmos; todos aqueles que os virem, fugirão.

9E todos os homens temerão, e anunciarão a obra de Deus; e considerarão prudentemente os feitos dele.

10O justo se alegrará no SENHOR, e confiará nele, e todos os retos de coração se gloriarão.

Capítulo 65

1A TI, ó Deus, espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto.

2Ó tu que ouves as orações, a ti virá toda a carne.

3Prevalecem as iniqüidades contra mim; porém tu limpas as nossas transgressões.

4Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo.

5Com coisas tremendas em justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação; tu és a esperança de todas as extremidades da terra, e daqueles que estão longe sobre o mar.

6O que pela sua força consolida os montes, cingido de fortaleza;

7O que aplaca o ruído dos mares, o ruído das suas ondas, e o tumulto dos povos.

8E os que habitam nos fins da terra temem os teus sinais; tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde.

9Tu visitas a terra, e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe preparas o trigo, quando assim a tens preparada.

10Enches de água os seus sulcos; tu lhe aplanas as leivas; tu a amoleces com a muita chuva; abençoas as suas novidades.

11Coroas o ano com a tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura.

12Destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros os cingem de alegria.

13Os campos se vestem de rebanhos, e os vales se cobrem de trigo; eles se regozijam e cantam.

Capítulo 66

1CELEBRAI com júbilo a Deus, todas as terras.

2Cantai a glória do seu nome; dai glória ao seu louvor.

3Dizei a Deus: Quão tremendo és tu nas tuas obras! Pela grandeza do teu poder se submeterão a ti os teus inimigos.

4Todos os moradores da terra te adorarão e te cantarão; cantarão o teu nome. (Selá.)

5Vinde, e vede as obras de Deus: é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.

6Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.

7Ele domina eternamente pelo seu poder; os seus olhos estão sobre as nações; não se exaltem os rebeldes. (Selá.)

8Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor,

9Ao que sustenta com vida a nossa alma, e não consente que sejam abalados os nossos pés.

10Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata.

11Tu nos puseste na rede; afligiste os nossos lombos,

12Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água; mas nos trouxeste a um lugar espaçoso.

13Entrarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,

14Os quais pronunciaram os meus lábios, e falou a minha boca, quando estava na angústia.

15Oferecer-te-ei holocaustos gordurosos com incenso de carneiros; oferecerei novilhos com cabritos. (Selá.)

16Vinde, e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito à minha alma.

17A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.

18Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá;

19Mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração.

20Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia.

Capítulo 67

1DEUS tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Selá.)

2Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação.

3Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.

4Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá.)

5Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.

6Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.

7Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.

Capítulo 68

1LEVANTE-SE Deus, e sejam dissipados os seus inimigos; fugirão de diante dele os que o odeiam.

2Como se impele a fumaça, assim tu os impeles; assim como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus.

3Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.

4Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai montado sobre os céus, pois o seu nome é SENHOR, e exultai diante dele.

5Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo.

6Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.

7Ó Deus, quando saías diante do teu povo, quando caminhavas pelo deserto, (Selá.)

8A terra abalava-se, e os céus destilavam perante a face de Deus; até o próprio Sinai foi comovido na presença de Deus, do Deus de Israel.

9Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância, confortaste a tua herança, quando estava cansada.

10Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, fizeste provisão da tua bondade para o pobre.

11O Senhor deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas novas.

12Reis de exércitos fugiram à pressa; e aquela que ficava em casa repartia os despojos.

13Ainda que vos tenhais deitado entre redis, contudo sereis como as asas duma pomba, cobertas de prata, e as suas penas, de ouro amarelo.

14Quando o Onipotente ali espalhou os reis, foi como a neve em Salmon.

15O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã.

16Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para a sua habitação, e o SENHOR habitará nele eternamente.

17Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo.

18Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles.

19Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. (Selá.)

20O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da morte.

21Mas Deus ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas.

22Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã, farei voltar o meu povo das profundezas do mar;

23Para que o teu pé mergulhe no sangue de teus inimigos, e no mesmo a língua dos teus cães.

24Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário.

25Os cantores iam adiante, os tocadores de instrumentos atrás; entre eles as donzelas tocando adufes.

26Celebrai a Deus nas congregações; ao Senhor, desde a fonte de Israel.

27Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles, os príncipes de Judá com o seu ajuntamento, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.

28O teu Deus ordenou a tua força; fortalece, ó Deus, o que já fizeste para nós.

29Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.

30Repreende asperamente as feras dos canaviais, a multidão dos touros, com os novilhos dos povos, até que cada um se submeta com peças de prata; dissipa os povos que desejam a guerra.

31Príncipes virão do Egito; a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos.

32Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor. (Selá.)

33Àquele que vai montado sobre os céus dos céus, que existiam desde a antiguidade; eis que envia a sua voz, dá um brado veemente.

34Atribuí a Deus fortaleza; a sua excelência está sobre Israel e a sua fortaleza nas mais altas nuvens.

35Ó Deus, tu és tremendo desde os teus santuários; o Deus de Israel é o que dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!

Capítulo 69

1LIVRA-ME, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma.

2Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva.

3Estou cansado de clamar; a minha garganta se secou; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus.

4Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; aqueles que procuram destruir-me, sendo injustamente meus inimigos, são poderosos; então restituí o que não furtei.

5Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice; e os meus pecados não te são encobertos.

6Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, DEUS dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel.

7Porque por amor de ti tenho suportado afrontas; a confusão cobriu o meu rosto.

8Tenho-me tornado um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.

9Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.

10Quando chorei, e castiguei com jejum a minha alma, isto se me tornou em afrontas.

11Pus por vestido um saco, e me fiz um provérbio para eles.

12Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; e fui o cântico dos bebedores de bebida forte.

13Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação.

14Tira-me do lamaçal, e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me odeiam, e das profundezas das águas.

15Não me leve a corrente das águas, e não me absorva ao profundo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim.

16Ouve-me, SENHOR, pois boa é a tua misericórdia. Olha para mim segundo a tua muitíssima piedade.

17E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa.

18Aproxima-te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos.

19Bem tens conhecido a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários.

20Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.

21Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.

22Torne-se-lhes a sua mesa diante deles em laço, e a prosperidade em armadilha.

23Escureçam-se-lhes os seus olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente.

24Derrama sobre eles a tua indignação, e prenda-os o ardor da tua ira.

25Fique desolado o seu palácio; e não haja quem habite nas suas tendas.

26Pois perseguem àquele a quem feriste, e conversam sobre a dor daqueles a quem chagaste.

27Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não entrem na tua justiça.

28Sejam riscados do livro dos vivos, e não sejam inscritos com os justos.

29Eu, porém, sou pobre e estou triste; ponha-me a tua salvação, ó Deus, num alto retiro.

30Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças.

31Isto será mais agradável ao SENHOR do que boi, ou bezerro que tem chifres e unhas.

32Os mansos verão isto, e se agradarão; o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus.

33Porque o SENHOR ouve os necessitados, e não despreza os seus cativos.

34Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.

35Porque Deus salvará a Sião, e edificará as cidades de Judá; para que habitem ali e a possuam.

36E herdá-la-á a semente de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.

Capítulo 70

1APRESSA-TE, ó Deus, em me livrar; SENHOR, apressa-te em ajudar-me.

2Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; voltem para trás e confundam-se os que me desejam mal.

3Virem as costas como recompensa da sua vergonha os que dizem: Ah! Ah!

4Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.

5Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas.

Capítulo 71

1EM ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.

2Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.

3Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

4Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.

5Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.

6Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.

7Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.

8Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.

9Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.

10Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,

11Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.

12Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.

13Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

14Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.

15A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.

16Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.

17Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.

18Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.

19Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas. Ó Deus, quem é semelhante a ti?

20Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida, e me tirarás dos abismos da terra.

21Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.

22Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantarei com harpa a ti, ó Santo de Israel.

23Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste.

24A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.

Capítulo 72

1Ó DEUS, dá ao rei os teus juízos, e a tua justiça ao filho do rei.

2Ele julgará ao teu povo com justiça, e aos teus pobres com juízo.

3Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.

4Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado, e quebrantará o opressor.

5Temer-te-ão enquanto durarem o sol e a lua, de geração em geração.

6Ele descerá como chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.

7Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.

8Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra.

9Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.

10Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de Seba oferecerão dons.

11E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão.

12Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.

13Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados.

14Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.

15E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração; e todos os dias o bendirão.

16Haverá um punhado de trigo na terra sobre as cabeças dos montes; o seu fruto se moverá como o Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.

17O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.

18Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.

19E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória. Amém e Amém.

20Aqui acabam as orações de Davi, filho de Jessé.

Capítulo 73

1VERDADEIRAMENTE bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.

2Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.

3Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios.

4Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.

5Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens.

6Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno.

7Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.

8São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.

9Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra.

10Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.

11E eles dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo?

12Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.

13Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência.

14Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.

15Se eu dissesse: Falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos.

16Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso;

17Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles.

18Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.

19Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores.

20Como um sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.

21Assim o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins.

22Assim me embruteci, e nada sabia; fiquei como um animal perante ti.

23Todavia estou de contínuo contigo; tu me sustentaste pela minha mão direita.

24Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória.

25Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.

26A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.

27Pois eis que os que se alongam de ti, perecerão; tu tens destruído todos aqueles que se desviam de ti.

28Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.

Capítulo 74

1Ó DEUS, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?

2Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antiguidade; da vara da tua herança, que remiste; deste monte Sião, em que habitaste.

3Levanta os teus pés para as perpétuas assolações, para tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário.

4Os teus inimigos bramam no meio dos teus lugares santos; põem neles as suas insígnias por sinais.

5Um homem se tornava famoso, conforme houvesse levantado machados, contra a espessura do arvoredo.

6Mas agora toda obra entalhada de uma vez quebram com machados e martelos.

7Lançaram fogo no teu santuário; profanaram, derrubando-a até ao chão, a morada do teu nome.

8Disseram nos seus corações: Despojemo-los duma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.

9Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta, nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.

10Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?

11Porque retiras a tua mão, a saber, a tua destra? Tira-a de dentro do teu seio.

12Todavia Deus é o meu Rei desde a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.

13Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças das baleias nas águas.

14Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.

15Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos.

16Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol.

17Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste.

18Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao SENHOR e que um povo louco blasfemou o teu nome.

19Não entregues às feras a alma da tua rola; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.

20Atende a tua aliança; pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade.

21Oh, não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.

22Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia.

23Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos; o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

Capítulo 75

1A TI, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram.

2Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente.

3A terra e todos os seus moradores estão dissolvidos, mas eu fortaleci as suas colunas. (Selá.)

4Disse eu aos loucos: Não enlouqueçais, e aos ímpios: Não levanteis a fronte;

5Não levanteis a vossa fronte altiva, nem faleis com cerviz dura.

6Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação.

7Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta.

8Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão.

9E eu o declararei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.

10E quebrarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.

Capítulo 76

1CONHECIDO é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel.

2E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada em Sião.

3Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá.)

4Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de caça.

5Os que são ousados de coração são despojados; dormiram o seu sono; e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.

6À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo.

7Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares?

8Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou,

9Quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá.)

10Certamente a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás.

11Fazei votos, e pagai ao SENHOR vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é temível.

12Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra.

Capítulo 77

1CLAMEI a Deus com a minha voz, a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos.

2No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite, e não cessava; a minha alma recusava ser consolada.

3Lembrava-me de Deus, e me perturbei; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá.)

4Sustentaste os meus olhos acordados; estou tão perturbado que não posso falar.

5Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos antigos.

6De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito esquadrinhou.

7Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?

8Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa de geração em geração?

9Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá.)

10E eu disse: Isto é enfermidade minha; mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo.

11Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.

12Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.

13O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?

14Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.

15Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.)

16As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.

17As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para outra parte.

18A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.

19O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos.

20Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

Capítulo 78

1ESCUTAI a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.

2Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade.

3Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.

4Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez.

5Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos;

6Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos;

7Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.

8E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

9Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, viraram as costas no dia da peleja.

10Não guardaram a aliança de Deus, e recusaram andar na sua lei;

11E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver.

12Maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.

13Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão.

14De dia os guiou por uma nuvem, e toda a noite por uma luz de fogo.

15Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de beber como de grandes abismos.

16Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios.

17E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão.

18E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu apetite.

19E falaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto?

20Eis que feriu a penha, e águas correram dela: rebentaram ribeiros em abundância. Poderá também dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo?

21Portanto o SENHOR os ouviu, e se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel;

22Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação;

23Ainda que mandara às altas nuvens, e abriu as portas dos céus,

24E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu.

25O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar.

26Fez soprar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força.

27E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.

28E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.

29Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo.

30Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,

31Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais robustos deles, e feriu os escolhidos de Israel.

32Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas.

33Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia.

34Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.

35E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor.

36Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam.

37Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis na sua aliança.

38Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira.

39Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta.

40Quantas vezes o provocaram no deserto, e o entristeceram na solidão!

41Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e limitaram o Santo de Israel.

42Não se lembraram da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário;

43Como operou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã;

44E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não pudessem beber.

45Enviou entre eles enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.

46Deu também ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho aos gafanhotos.

47Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com pedrisco.

48Também entregou o seu gado à saraiva, e os seus rebanhos aos coriscos.

49Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles.

50Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas.

51E feriu a todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cão.

52Mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas, e os guiou pelo deserto como um rebanho.

53E os guiou com segurança, que não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos.

54E os trouxe até ao termo do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu.

55E expulsou os gentios de diante deles, e lhes dividiu uma herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.

56Contudo tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.

57Mas retiraram-se para trás, e portaram-se infielmente como seus pais; viraram-se como um arco enganoso.

58Pois o provocaram à ira com os seus altos, e moveram o seu zelo com as suas imagens de escultura.

59Deus ouviu isto e se indignou; e aborreceu a Israel sobremodo.

60Por isso desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabeleceu entre os homens.

61E deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória à mão do inimigo.

62E entregou o seu povo à espada, e se enfureceu contra a sua herança.

63O fogo consumiu os seus jovens, e as suas moças não foram dadas em casamento.

64Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentação.

65Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho.

66E feriu os seus adversários por detrás, e pô-los em perpétuo desprezo.

67Além disto, recusou o tabernáculo de José, e não elegeu a tribo de Efraim.

68Antes elegeu a tribo de Judá; o monte Sião, que ele amava.

69E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre.

70Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas;

71E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.

72Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos.

Capítulo 79

1Ó DEUS, os gentios vieram à tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a montões de pedras.

2Deram os corpos mortos dos teus servos por comida às aves dos céus, e a carne dos teus santos às feras da terra.

3Derramaram o sangue deles como a água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os enterrasse.

4Somos feitos opróbrio para nossos vizinhos, escárnio e zombaria para os que estão à roda de nós.

5Até quando, SENHOR? Acaso te indignarás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo?

6Derrama o teu furor sobre os gentios que não te conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome.

7Porque devoraram a Jacó, e assolaram as suas moradas.

8Não te lembres das nossas iniqüidades passadas; venham ao nosso encontro depressa as tuas misericórdias, pois já estamos muito abatidos.

9Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; e livra-nos, e perdoa os nossos pecados por amor do teu nome.

10Porque diriam os gentios: Onde está o seu Deus? Seja ele conhecido entre os gentios, à nossa vista, pela vingança do sangue dos teus servos, que foi derramado.

11Venha perante a tua face o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço preserva aqueles que estão sentenciados à morte.

12E torna aos nossos vizinhos, no seu regaço, sete vezes tanto da sua injúria com a qual te injuriaram, Senhor.

13Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.

Capítulo 80

1TU, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece.

2Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos.

3Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

4Ó SENHOR Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?

5Tu os sustentas com pão de lágrimas, e lhes dás a beber lágrimas com abundância.

6Tu nos pões em contendas com os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si.

7Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

8Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste.

9Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela deitasse raízes, e encheu a terra.

10Os montes foram cobertos da sua sombra, e os seus ramos se fizeram como os formosos cedros.

11Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos até ao rio.

12Por que quebraste então os seus valados, de modo que todos os que passam por ela a vindimam?

13O javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram.

14Oh! Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, atende dos céus, e vê, e visita esta vide;

15E a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti.

16Está queimada pelo fogo, está cortada; pereceu pela repreensão da tua face.

17Seja a tua mão sobre o homem da tua destra, sobre o filho do homem, que fortificaste para ti.

18Assim nós não te viraremos as costas; guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome.

19Faze-nos voltar, SENHOR Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

Capítulo 81

1EXULTAI a Deus, nossa fortaleza; jubilai ao Deus de Jacó.

2Tomai um salmo, e trazei junto o tamborim, a harpa suave e o saltério.

3Tocai a trombeta na lua nova, no tempo apontado da nossa solenidade.

4Porque isto era um estatuto para Israel, e uma lei do Deus de Jacó.

5Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra pela terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia.

6Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos foram livres dos cestos.

7Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá. (Selá.)

8Ouve-me, povo meu, e eu te atestarei: Ah, Israel, se me ouvires!

9Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho.

10Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e ta encherei.

11Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis.

12Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos.

13Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!

14Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários.

15Os que odeiam ao SENHOR ter-se-lhe-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno.

16E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha.

Capítulo 82

1DEUS está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.

2Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)

3Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.

4Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.

5Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.

6Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.

7Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.

8Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.

Capítulo 83

1Ó DEUS, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus,

2Porque eis que teus inimigos fazem tumulto, e os que te odeiam levantaram a cabeça.

3Tomaram astuto conselho contra o teu povo, e consultaram contra os teus escondidos.

4Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los para que não sejam nação, nem haja mais memória do nome de Israel.

5Porque consultaram juntos e unânimes; eles se unem contra ti:

6As tendas de Edom, e dos ismaelitas, de Moabe, e dos agarenos,

7De Gebal, e de Amom, e de Amaleque, a Filístia, com os moradores de Tiro;

8Também a Assíria se ajuntou com eles; foram ajudar aos filhos de Ló. (Selá.)

9Faze-lhes como aos midianitas; como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;

10Os quais pereceram em Endor; tornaram-se como estrume para a terra.

11Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe; e a todos os seus príncipes, como a Zebá e como a Zalmuna,

12Que disseram: Tomemos para nós as casas de Deus em possessão.

13Deus meu, faze-os como um tufão, como a aresta diante do vento.

14Como o fogo que queima um bosque, e como a chama que incendeia as brenhas,

15Assim os persegue com a tua tempestade, e os assombra com o teu torvelinho.

16Encham-se de vergonha as suas faces, para que busquem o teu nome, SENHOR.

17Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam,

18Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.

Capítulo 84

1QUÃO amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!

2A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

3Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.

4Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. (Selá.)

5Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.

6Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.

7Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.

8SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó! (Selá.)

9Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

10Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.

11Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.

12SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

Capítulo 85

1ABENÇOASTE, SENHOR, a tua terra; fizeste voltar o cativeiro de Jacó.

2Perdoaste a iniqüidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados. (Selá.)

3Fizeste cessar toda a tua indignação; desviaste-te do ardor da tua ira.

4Torna-nos a trazer, ó Deus da nossa salvação, e faze cessar a tua ira de sobre nós.

5Acaso estarás sempre irado contra nós? Estenderás a tua ira a todas as gerações?

6Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?

7Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia, e concede-nos a tua salvação.

8Escutarei o que Deus, o SENHOR, falar; porque falará de paz ao seu povo, e aos santos, para que não voltem à loucura.

9Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite na nossa terra.

10A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.

11A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus.

12Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra dará o seu fruto.

13A justiça irá adiante dele, e nos porá no caminho das suas pisadas.

Capítulo 86

1INCLINA, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito.

2Guarda a minha alma, pois sou santo: ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia.

3Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clamo todo o dia.

4Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, levanto a minha alma.

5Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam.

6Dá ouvidos, SENHOR, à minha oração e atende à voz das minhas súplicas.

7No dia da minha angústia clamo a ti, porquanto me respondes.

8Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas.

9Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome.

10Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus.

11Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.

12Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre.

13Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do inferno mais profundo.

14Ó Deus, os soberbos se levantaram contra mim, e as assembléias dos tiranos procuraram a minha alma, e não te puseram perante os seus olhos.

15Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade.

16Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva.

17Mostra-me um sinal para bem, para que o vejam aqueles que me odeiam, e se confundam; porque tu, SENHOR, me ajudaste e me consolaste.

Capítulo 87

1O SEU fundamento está nos montes santos.

2O SENHOR ama as portas de Sião, mais do que todas as habitações de Jacó.

3Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus. (Selá.)

4Farei menção de Raabe e de Babilônia àqueles que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali.

5E de Sião se dirá: Este e aquele homem nasceram ali; e o mesmo Altíssimo a estabelecerá.

6O SENHOR contará na descrição dos povos que este homem nasceu ali. (Selá.)

7Assim os cantores como os tocadores de instrumentos estarão lá; todas as minhas fontes estão em ti.

Capítulo 88

1SENHOR Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite.

2Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor;

3Porque a minha alma está cheia de angústia, e a minha vida se aproxima da sepultura.

4Estou contado com aqueles que descem ao abismo; estou como homem sem forças,

5Livre entre os mortos, como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais, e estão cortados da tua mão.

6Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas.

7Sobre mim pesa o teu furor; tu me afligiste com todas as tuas ondas. (Selá.)

8Alongaste de mim os meus conhecidos, puseste-me em extrema abominação para com eles. Estou fechado, e não posso sair.

9A minha vista desmaia por causa da aflição. SENHOR, tenho clamado a ti todo o dia, tenho estendido para ti as minhas mãos.

10Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.)

11Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição?

12Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?

13Eu, porém, SENHOR, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração.

14SENHOR, porque rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim a tua face?

15Estou aflito, e prestes tenho estado a morrer desde a minha mocidade; enquanto sofro os teus terrores, estou perturbado.

16A tua ardente indignação sobre mim vai passando; os teus terrores me têm retalhado.

17Eles me rodeiam todo o dia como água; eles juntos me sitiam.

18Desviaste para longe de mim amigos e companheiros, e os meus conhecidos estão em trevas.

Capítulo 89

1AS benignidades do SENHOR cantarei perpetuamente; com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração.

2Pois disse eu: A tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo:

3Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo:

4A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração. (Selá.)

5E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó SENHOR, a tua fidelidade também na congregação dos santos.

6Pois quem no céu se pode igualar ao SENHOR? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao SENHOR?

7Deus é muito formidável na assembléia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam.

8Ó SENHOR Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?

9Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar.

10Tu quebraste a Raabe como se fora ferida de morte; espalhaste os teus inimigos com o teu braço forte.

11Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.

12O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome.

13Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra.

14Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto.

15Bem-aventurado o povo que conhece o som alegre; andará, ó SENHOR, na luz da tua face.

16Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará.

17Pois tu és a glória da sua força; e no teu favor será exaltado o nosso poder.

18Porque o SENHOR é a nossa defesa, e o Santo de Israel o nosso Rei.

19Então falaste em visão ao teu santo, e disseste: Pus o socorro sobre um que é poderoso; exaltei a um eleito do povo.

20Achei a Davi, meu servo; com santo óleo o ungi,

21Com o qual a minha mão ficará firme, e o meu braço o fortalecerá.

22O inimigo não o importunará, nem o filho da perversidade o afligirá.

23E eu derrubarei os seus inimigos perante a sua face, e ferirei aos que o odeiam.

24E a minha fidelidade e a minha benignidade estarão com ele; e em meu nome será exaltado o seu poder.

25Porei também a sua mão no mar, e a sua direita nos rios.

26Ele me chamará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação.

27Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra.

28A minha benignidade lhe conservarei eu para sempre, e a minha aliança lhe será firme,

29E conservarei para sempre a sua semente, e o seu trono como os dias do céu.

30Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos,

31Se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos,

32Então visitarei a sua transgressão com a vara, e a sua iniqüidade com açoites.

33Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade.

34Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios.

35Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi.

36A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim.

37Será estabelecido para sempre como a lua e como uma testemunha fiel no céu. (Selá.)

38Mas tu rejeitaste e aborreceste; tu te indignaste contra o teu ungido.

39Abominaste a aliança do teu servo; profanaste a sua coroa, lançando-a por terra.

40Derrubaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.

41Todos os que passam pelo caminho o despojam; é um opróbrio para os seus vizinhos.

42Exaltaste a destra dos seus adversários; fizeste com que todos os seus inimigos se regozijassem.

43Também embotaste o fio da sua espada, e não o sustentaste na peleja.

44Fizeste cessar a sua glória, e deitaste por terra o seu trono.

45Abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de vergonha. (Selá.)

46Até quando, SENHOR? Acaso te esconderás para sempre? Arderá a tua ira como fogo?

47Lembra-te de quão breves são os meus dias; por que criarias debalde todos os filhos dos homens?

48Que homem há, que viva, e não veja a morte? Livrará ele a sua alma do poder da sepultura? (Selá.)

49Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades que juraste a Davi pela tua verdade?

50Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos; como eu trago no meu peito o opróbrio de todos os povos poderosos,

51Com o qual, SENHOR, os teus inimigos têm difamado, com o qual têm difamado as pisadas do teu ungido.

52Bendito seja o SENHOR para sempre. Amém, e Amém.

Capítulo 90

1SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.

2Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.

3Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.

4Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.

5Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce.

6De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.

7Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados.

8Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.

9Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta.

10Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.

11Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.

12Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.

13Volta-te para nós, SENHOR; até quando? Aplaca-te para com os teus servos.

14Farta-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias.

15Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.

16Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.

17E seja sobre nós a formosura do SENHOR nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

Capítulo 91

1AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

2Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

3Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.

4Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

5Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,

6Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

7Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

8Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.

10Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

13Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.

15Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.

16Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Capítulo 92

1BOM é louvar ao SENHOR, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo;

2Para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade;

3Sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério; sobre a harpa com som solene.

4Pois tu, SENHOR, me alegraste pelos teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos.

5Quão grandes são, SENHOR, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos.

6O homem brutal não conhece, nem o louco entende isto.

7Quando o ímpio crescer como a erva, e quando florescerem todos os que praticam a iniqüidade, é que serão destruídos perpetuamente.

8Mas tu, SENHOR, és o Altíssimo para sempre.

9Pois eis que os teus inimigos, SENHOR, eis que os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniqüidade.

10Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco.

11Os meus olhos verão o meu desejo sobre os meus inimigos, e os meus ouvidos ouvirão o meu desejo acerca dos malfeitores que se levantam contra mim.

12O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano.

13Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus.

14Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos,

15Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça.

Capítulo 93

1O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar.

2O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade.

3Os rios levantam, ó SENHOR, os rios levantam o seu ruído, os rios levantam as suas ondas.

4Mas o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que o ruído das grandes águas e do que as grandes ondas do mar.

5Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, SENHOR, para sempre.

Capítulo 94

1Ó SENHOR Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente.

2Exalta-te, tu, que és juiz da terra; dá a paga aos soberbos.

3Até quando os ímpios, SENHOR, até quando os ímpios saltarão de prazer?

4Até quando proferirão, e falarão coisas duras, e se gloriarão todos os que praticam a iniqüidade?

5Reduzem a pedaços o teu povo, ó SENHOR, e afligem a tua herança.

6Matam a viúva e o estrangeiro, e ao órfão tiram a vida.

7Contudo dizem: O SENHOR não o verá; nem para isso atenderá o Deus de Jacó.

8Atendei, ó brutais dentre o povo; e vós, loucos, quando sereis sábios?

9Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá?

10Aquele que argüi os gentios não castigará? E o que ensina ao homem o conhecimento, não saberá?

11O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade.

12Bem-aventurado é o homem a quem tu castigas, ó SENHOR, e a quem ensinas a tua lei;

13Para lhe dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio.

14Pois o SENHOR não rejeitará o seu povo, nem desamparará a sua herança.

15Mas o juízo voltará à retidão, e segui-lo-ão todos os retos de coração.

16Quem será por mim contra os malfeitores? Quem se porá por mim contra os que praticam a iniqüidade?

17Se o SENHOR não tivera ido em meu auxílio, a minha alma quase que teria ficado no silêncio.

18Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, SENHOR, me susteve.

19Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma.

20Porventura o trono de iniqüidade te acompanha, o qual forja o mal por uma lei?

21Eles se ajuntam contra a alma do justo, e condenam o sangue inocente.

22Mas o SENHOR é a minha defesa; e o meu Deus é a rocha do meu refúgio.

23E trará sobre eles a sua própria iniqüidade; e os destruirá na sua própria malícia; o SENHOR nosso Deus os destruirá.

Capítulo 95

1VINDE, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação.

2Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos.

3Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses.

4Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.

5Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.

6Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou.

7Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz,

8Não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto;

9Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra.

10Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos.

11A quem jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.

Capítulo 96

1CANTAI ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR toda a terra.

2Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia.

3Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.

4Porque grande é o SENHOR, e digno de louvor, mais temível do que todos os deuses.

5Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus.

6Glória e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário.

7Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força.

8Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios.

9Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.

10Dizei entre os gentios que o SENHOR reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão.

11Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude.

12Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque,

13Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade.

Capítulo 97

1O SENHOR reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas.

2Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono.

3Um fogo vai adiante dele, e abrasa os seus inimigos em redor.

4Os seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra viu e tremeu.

5Os montes derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra.

6Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória.

7Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses.

8Sião ouviu e se alegrou; e os filhos de Judá se alegraram por causa da tua justiça, ó SENHOR.

9Pois tu, SENHOR, és o mais alto sobre toda a terra; tu és muito mais exaltado do que todos os deuses.

10Vós, que amais ao SENHOR, odiai o mal. Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios.

11A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração.

12Alegrai-vos, ó justos, no SENHOR, e dai louvores à memória da sua santidade.

Capítulo 98

1CANTAI ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação.

2O SENHOR fez notória a sua salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos dos gentios.

3Lembrou-se da sua benignidade e da sua verdade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus.

4Exultai no SENHOR toda a terra; exclamai e alegrai-vos de prazer, e cantai louvores.

5Cantai louvores ao SENHOR com a harpa; com a harpa e a voz do canto.

6Com trombetas e som de cornetas, exultai perante a face do SENHOR, do Rei.

7Brame o mar e a sua plenitude; o mundo, e os que nele habitam.

8Os rios batam as palmas; regozijem-se também as montanhas,

9Perante a face do SENHOR, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com eqüidade.

Capítulo 99

1O SENHOR reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra.

2O SENHOR é grande em Sião, e mais alto do que todos os povos.

3Louvem o teu nome, grande e tremendo, pois é santo.

4Também o poder do Rei ama o juízo; tu firmas a eqüidade, fazes juízo e justiça em Jacó.

5Exaltai ao SENHOR nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de seus pés, pois é santo.

6Moisés e Arão, entre os seus sacerdotes, e Samuel entre os que invocam o seu nome, clamavam ao SENHOR, e Ele lhes respondia.

7Na coluna de nuvem lhes falava; eles guardaram os seus testemunhos, e os estatutos que lhes dera.

8Tu os escutaste, SENHOR nosso Deus: tu foste um Deus que lhes perdoaste, ainda que tomaste vingança dos seus feitos.

9Exaltai ao SENHOR nosso Deus e adorai-o no seu monte santo, pois o SENHOR nosso Deus é santo.

Capítulo 100

1CELEBRAI com júbilo ao SENHOR, todas as terras.

2Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.

3Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.

4Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.

5Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração.

Capítulo 101

1CANTAREI a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei.

2Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.

3Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.

4Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.

5Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei.

6Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.

7O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos.

8Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniqüidade.

Capítulo 102

1SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.

2Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

3Porque os meus dias se consomem como a fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.

4O meu coração está ferido e seco como a erva, por isso me esqueço de comer o meu pão.

5Por causa da voz do meu gemido os meus ossos se apegam à minha pele.

6Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.

7Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.

8Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que se enfurecem contra mim têm jurado contra mim.

9Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,

10Por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste.

11Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.

12Mas tu, SENHOR, permanecerás para sempre, a tua memória de geração em geração.

13Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.

14Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras, e se compadecem do seu pó.

15Então os gentios temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra a tua glória.

16Quando o SENHOR edificar a Sião, aparecerá na sua glória.

17Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.

18Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao SENHOR.

19Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o SENHOR contemplou a terra,

20Para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte;

21Para anunciarem o nome do SENHOR em Sião, e o seu louvor em Jerusalém,

22Quando os povos se ajuntarem, e os reinos, para servirem ao SENHOR.

23Abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.

24Dizia eu: Meu Deus, não me leves no meio dos meus dias, os teus anos são por todas as gerações.

25Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos.

26Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.

27Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.

28Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua semente ficará firmada perante ti.

Capítulo 103

1BENDIZE, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.

2Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.

3Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades,

4Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia,

5Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.

6O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos.

7Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.

8Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade.

9Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira.

10Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades.

11Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.

12Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.

13Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem.

14Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.

15Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.

16Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.

17Mas a misericórdia do SENHOR é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;

18Sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.

19O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.

20Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra.

21Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais o seu beneplácito.

22Bendizei ao SENHOR, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio; bendize, ó minha alma, ao SENHOR.

Capítulo 104

1BENDIZE, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.

2Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.

3Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.

4Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador.

5Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.

6Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes.

7À tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram.

8Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.

9Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.

10Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes.

11Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede.

12Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos.

13Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.

14Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão,

15E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.

16As árvores do SENHOR fartam-se de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou,

17Onde as aves se aninham; quanto à cegonha, a sua casa é nas faias.

18Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos.

19Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso.

20Ordenas a escuridão, e faz-se noite, na qual saem todos os animais da selva.

21Os leõezinhos bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento.

22Nasce o sol e logo se acolhem, e se deitam nos seus covis.

23Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde.

24Ó SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.

25Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.

26Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar.

27Todos esperam de ti, que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno.

28Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e se enchem de bens.

29Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras o fôlego, morrem, e voltam para o seu pó.

30Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.

31A glória do SENHOR durará para sempre; o SENHOR se alegrará nas suas obras.

32Olhando ele para a terra, ela treme; tocando nos montes, logo fumegam.

33Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência.

34A minha meditação acerca dele será suave; eu me alegrarei no SENHOR.

35Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não sejam mais. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 105

1LOUVAI ao SENHOR, e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos.

2Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas.

3Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração daqueles que buscam ao SENHOR.

4Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente.

5Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca;

6Vós, semente de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.

7Ele é o SENHOR nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra.

8Lembrou-se da sua aliança para sempre, da palavra que mandou a milhares de gerações.

9A qual aliança fez com Abraão, e o seu juramento a Isaque.

10E confirmou o mesmo a Jacó por lei, e a Israel por aliança eterna,

11Dizendo: A ti darei a terra de Canaã, a região da vossa herança.

12Quando eram poucos homens em número, sim, mui poucos, e estrangeiros nela;

13Quando andavam de nação em nação e dum reino para outro povo;

14Não permitiu a ninguém que os oprimisse, e por amor deles repreendeu a reis, dizendo:

15Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas.

16Chamou a fome sobre a terra, quebrantou todo o sustento do pão.

17Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo;

18Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros;

19Até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do SENHOR o provou.

20Mandou o rei, e o fez soltar; o governador dos povos, e o soltou.

21Fê-lo senhor da sua casa, e governador de toda a sua fazenda;

22Para sujeitar os seus príncipes a seu gosto, e instruir os seus anciãos.

23Então Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cão.

24E aumentou o seu povo em grande maneira, e o fez mais poderoso do que os seus inimigos.

25Virou o coração deles para que odiassem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos.

26Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera.

27Mostraram entre eles os seus sinais e prodígios, na terra de Cão.

28Mandou trevas, e a fez escurecer; e não foram rebeldes à sua palavra.

29Converteu as suas águas em sangue, e matou os seus peixes.

30A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis.

31Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu termo.

32Converteu as suas chuvas em saraiva, e fogo abrasador na sua terra.

33Feriu as suas vinhas e os seus figueirais, e quebrou as árvores dos seus termos.

34Falou ele e vieram gafanhotos e pulgão sem número.

35E comeram toda a erva da sua terra, e devoraram o fruto dos seus campos.

36Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças.

37E tirou-os para fora com prata e ouro, e entre as suas tribos não houve um só fraco.

38O Egito se alegrou quando eles saíram, porque o seu temor caíra sobre eles.

39Estendeu uma nuvem por coberta, e um fogo para iluminar de noite.

40Oraram, e ele fez vir codornizes, e os fartou de pão do céu.

41Abriu a penha, e dela correram águas; correram pelos lugares secos, como um rio.

42Porque se lembrou da sua santa palavra, e de Abraão, seu servo.

43E tirou dali o seu povo com alegria, e os seus escolhidos com regozijo.

44E deu-lhes as terras dos gentios; e herdaram o trabalho dos povos;

45Para que guardassem os seus preceitos, e observassem as suas leis. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 106

1LOUVAI ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.

2Quem pode contar as obras poderosas do SENHOR? Quem anunciará os seus louvores?

3Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos.

4Lembra-te de mim, SENHOR, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação.

5Para que eu veja os bens de teus escolhidos, para que eu me alegre com a alegria da tua nação, para que me glorie com a tua herança.

6Nós pecamos como os nossos pais, cometemos a iniqüidade, andamos perversamente.

7Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho.

8Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.

9Repreendeu, também, o Mar Vermelho, e este se secou, e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.

10E os livrou da mão daquele que os odiava, e os remiu da mão do inimigo.

11E as águas cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.

12Então creram nas suas palavras, e cantaram os seus louvores.

13Porém cedo se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho.

14Mas deixaram-se levar à cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão.

15E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas.

16E invejaram a Moisés no campo, e a Arão, o santo do SENHOR.

17Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu o grupo de Abirão.

18E um fogo se acendeu no seu grupo; a chama abrasou os ímpios.

19Fizeram um bezerro em Horebe e adoraram a imagem fundida.

20E converteram a sua glória na figura de um boi que come erva.

21Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandezas no Egito,

22Maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas no Mar Vermelho.

23Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir.

24Também desprezaram a terra aprazível; não creram na sua palavra.

25Antes murmuraram nas suas tendas, e não deram ouvidos à voz do SENHOR.

26Por isso levantou a sua mão contra eles, para os derrubar no deserto;

27Para derrubar também a sua semente entre as nações, e espalhá-los pelas terras.

28Também se juntaram com Baal-Peor, e comeram os sacrifícios dos mortos.

29Assim o provocaram à ira com as suas invenções; e a peste rebentou entre eles.

30Então se levantou Finéias, e fez juízo, e cessou aquela peste.

31E isto lhe foi contado como justiça, de geração em geração, para sempre.

32Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles;

33Porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.

34Não destruíram os povos, como o SENHOR lhes dissera.

35Antes se misturaram com os gentios, e aprenderam as suas obras.

36E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço.

37Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios,

38E derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue.

39Assim se contaminaram com as suas obras, e se corromperam com os seus feitos.

40Então se acendeu a ira do SENHOR contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança.

41E os entregou nas mãos dos gentios; e aqueles que os odiavam se asSENHORearam deles.

42E os seus inimigos os oprimiram, e foram humilhados debaixo das suas mãos.

43Muitas vezes os livrou, mas o provocaram com o seu conselho, e foram abatidos pela sua iniqüidade.

44Contudo, atendeu à sua aflição, ouvindo o seu clamor.

45E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias.

46Assim, também fez com que deles tivessem misericórdia os que os levaram cativos.

47Salva-nos, SENHOR nosso Deus, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome santo, e nos gloriemos no teu louvor.

48Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amém. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 107

1LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

2Digam-no os remidos do SENHOR, os que remiu da mão do inimigo,

3E os que congregou das terras do oriente e do ocidente, do norte e do sul.

4Andaram desgarrados pelo deserto, por caminhos solitários; não acharam cidade para habitarem.

5Famintos e sedentos, a sua alma neles desfalecia.

6E clamaram ao SENHOR na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.

7E os levou por caminho direito, para irem a uma cidade de habitação.

8Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.

9Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.

10Tal como a que se assenta nas trevas e sombra da morte, presa em aflição e em ferro;

11Porquanto se rebelaram contra as palavras de Deus, e desprezaram o conselho do Altíssimo.

12Portanto, lhes abateu o coração com trabalho; tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.

13Então clamaram ao SENHOR na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades.

14Tirou-os das trevas e sombra da morte; e quebrou as suas prisões.

15Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.

16Pois quebrou as portas de bronze, e despedaçou os ferrolhos de ferro.

17Os loucos, por causa da sua transgressão, e por causa das suas iniqüidades, são aflitos.

18A sua alma aborreceu toda a comida, e chegaram até às portas da morte.

19Então clamaram ao SENHOR na sua angústia, e ele os livrou das suas dificuldades.

20Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.

21Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.

22E ofereçam os sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo.

23Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas.

24Esses vêem as obras do SENHOR, e as suas maravilhas no profundo.

25Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas.

26Sobem aos céus; descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústias.

27Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino.

28Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades.

29Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas.

30Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado.

31Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.

32Exaltem-no na congregação do povo, e glorifiquem-no na assembléia dos anciãos.

33Ele converte os rios em um deserto, e as fontes em terra sedenta;

34A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam.

35Converte o deserto em lagoa, e a terra seca em fontes.

36E faz habitar ali os famintos, para que edifiquem cidade para habitação;

37E semeiam os campos e plantam vinhas, que produzem fruto abundante.

38Também os abençoa, de modo que se multiplicam muito; e o seu gado não diminui.

39Depois se diminuem e se abatem, pela opressão, e aflição e tristeza.

40Derrama o desprezo sobre os príncipes, e os faz andar desgarrados pelo deserto, onde não há caminho.

41Porém livra ao necessitado da opressão, em um lugar alto, e multiplica as famílias como rebanhos.

42Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a iniqüidade tapará a boca.

43Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as benignidades do SENHOR.

Capítulo 108

1PREPARADO está o meu coração, ó Deus; cantarei e darei louvores até com a minha glória.

2Despertai, saltério e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva.

3Louvar-te-ei entre os povos, SENHOR, e a ti cantarei louvores entre as nações.

4Porque a tua benignidade se estende até aos céus, e a tua verdade chega até às mais altas nuvens.

5Exalta-te sobre os céus, ó Deus, e a tua glória sobre toda a terra.

6Para que sejam livres os teus amados, salva-nos com a tua destra, e ouve-nos.

7Deus falou na sua santidade; eu me regozijarei; repartirei a Siquém, e medirei o vale de Sucote.

8Meu é Gileade, meu é Manassés; e Efraim a força da minha cabeça, Judá o meu legislador.

9Moabe a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato, sobre a Filístia jubilarei.

10Quem me levará à cidade forte? Quem me guiará até Edom?

11Porventura não serás tu, ó Deus, que nos rejeitaste? E não sairás, ó Deus, com os nossos exércitos?

12Dá-nos auxílio para sair da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem.

13Em Deus faremos proezas, pois ele calcará aos pés os nossos inimigos.

Capítulo 109

1Ó DEUS do meu louvor, não te cales,

2Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado contra mim com uma língua mentirosa.

3Eles me cercaram com palavras odiosas, e pelejaram contra mim sem causa.

4Em recompensa do meu amor são meus adversários; mas eu faço oração.

5E me deram mal pelo bem, e ódio pelo meu amor.

6Põe sobre ele um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.

7Quando for julgado, saia condenado; e a sua oração se lhe torne em pecado.

8Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício.

9Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher.

10Sejam vagabundos e pedintes os seus filhos, e busquem pão fora dos seus lugares desolados.

11Lance o credor mão de tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.

12Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus órfãos.

13Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração.

14Esteja na memória do SENHOR a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.

15Antes estejam sempre perante o SENHOR, para que faça desaparecer a sua memória da terra.

16Porquanto não se lembrou de fazer misericórdia; antes perseguiu ao homem aflito e ao necessitado, para que pudesse até matar o quebrantado de coração.

17Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele.

18Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite.

19Seja para ele como a roupa que o cobre, e como cinto que o cinja sempre.

20Seja este o galardão dos meus contrários, da parte do SENHOR, e dos que falam mal contra a minha alma.

21Mas tu, ó DEUS o Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa, livra-me,

22Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim.

23Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto.

24De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne emagrece.

25E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças.

26Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia.

27Para que saibam que esta é a tua mão, e que tu, SENHOR, o fizeste.

28Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; quando se levantarem fiquem confundidos; e alegre-se o teu servo.

29Vistam-se os meus adversários de vergonha, e cubram-se com a sua própria confusão como com uma capa.

30Louvarei grandemente ao SENHOR com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.

31Pois se porá à direita do pobre, para o livrar dos que condenam a sua alma.

Capítulo 110

1DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

2O SENHOR enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.

3O teu povo será mui voluntário no dia do teu poder; nos ornamentos de santidade, desde a madre da alva, tu tens o orvalho da tua mocidade.

4Jurou o SENHOR, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.

5O Senhor, à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira.

6Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países.

7Beberá do ribeiro no caminho, por isso exaltará a cabeça.

Capítulo 111

1LOUVAI ao SENHOR. Louvarei ao SENHOR de todo o meu coração, na assembléia dos justos e na congregação.

2Grandes são as obras do SENHOR, procuradas por todos os que nelas tomam prazer.

3A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.

4Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o SENHOR.

5Deu mantimento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança.

6Anunciou ao seu povo o poder das suas obras, para lhe dar a herança dos gentios.

7As obras das suas mãos são verdade e juízo, seguros todos os seus mandamentos.

8Permanecem firmes para todo o sempre; e são feitos em verdade e retidão.

9Redenção enviou ao seu povo; ordenou a sua aliança para sempre; santo e tremendo é o seu nome.

10O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre.

Capítulo 112

1LOUVAI ao SENHOR. Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer.

2A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada.

3Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.

4Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo.

5O homem bom se compadece, e empresta; disporá as suas coisas com juízo;

6Porque nunca será abalado; o justo estará em memória eterna.

7Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no SENHOR.

😯 seu coração está bem confirmado, ele não temerá, até que veja o seu desejo sobre os seus inimigos.

9Ele espalhou, deu aos necessitados; a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória.

10O ímpio o verá, e se entristecerá; rangerá os dentes, e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.

Capítulo 113

1LOUVAI ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.

2Seja bendito o nome do SENHOR, desde agora para sempre.

3Desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do SENHOR.

4Exaltado está o SENHOR acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus.

5Quem é como o SENHOR nosso Deus, que habita nas alturas?

6O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!

7Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado,

8Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo.

9Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 114

1QUANDO Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó de um povo de língua estranha,

2Judá foi seu santuário, e Israel seu domínio.

3O mar viu isto, e fugiu; o Jordão voltou para trás.

4Os montes saltaram como carneiros, e os outeiros como cordeiros.

5Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para trás?

6Montes, que saltastes como carneiros, e outeiros, como cordeiros?

7Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.

😯 qual converteu o rochedo em lago de águas, e o seixo em fonte de água.

Capítulo 115

1NÃO a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.

2Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus?

3Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou.

4Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

5Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem.

6Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.

7Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.

8A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.

9Israel, confia no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo.

10Casa de Arão, confia no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo.

11Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo.

12O SENHOR se lembrou de nós; ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel; abençoará a casa de Arão.

13Abençoará os que temem ao SENHOR, tanto pequenos como grandes.

14O SENHOR vos aumentará cada vez mais, a vós e a vossos filhos.

15Sois benditos do SENHOR, que fez os céus e a terra.

16Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens.

17Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.

18Mas nós bendiremos ao SENHOR, desde agora e para sempre. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 116

1AMO ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.

2Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver.

3Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza.

4Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma.

5Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia.

6O SENHOR guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou.

7Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem.

8Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda.

9Andarei perante a face do SENHOR na terra dos viventes.

10Cri, por isso falei. Estive muito aflito.

11Dizia na minha pressa: Todos os homens são mentirosos.

12Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?

13Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR.

14Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.

15Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos.

16Ó SENHOR, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras.

17Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR.

18Pagarei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo,

19Nos átrios da casa do SENHOR, no meio de ti, ó Jerusalém. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 117

1LOUVAI ao SENHOR todas as nações, louvai-o todos os povos.

2Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do SENHOR dura para sempre. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 118

1LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

2Diga agora Israel que a sua benignidade dura para sempre.

3Diga agora a casa de Arão que a sua benignidade dura para sempre.

4Digam agora os que temem ao SENHOR que a sua benignidade dura para sempre.

5Invoquei o SENHOR na angústia; o SENHOR me ouviu, e me tirou para um lugar largo.

6O SENHOR está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem.

7O SENHOR está comigo entre aqueles que me ajudam; por isso verei cumprido o meu desejo sobre os que me odeiam.

8É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem.

9É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes.

10Todas as nações me cercaram, mas no nome do SENHOR as despedaçarei.

11Cercaram-me, e tornaram a cercar-me; mas no nome do SENHOR eu as despedaçarei.

12Cercaram-me como abelhas; porém apagaram-se como o fogo de espinhos; pois no nome do SENHOR as despedaçarei.

13Com força me impeliste para me fazeres cair, porém o SENHOR me ajudou.

14O SENHOR é a minha força e o meu cântico; e se fez a minha salvação.

15Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas.

16A destra do SENHOR se exalta; a destra do SENHOR faz proezas.

17Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do SENHOR.

18O SENHOR me castigou muito, mas não me entregou à morte.

19Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas, e louvarei ao SENHOR.

20Esta é a porta do SENHOR, pela qual os justos entrarão.

21Louvar-te-ei, pois me escutaste, e te fizeste a minha salvação.

22A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina.

23Da parte do SENHOR se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos.

24Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.

25Salva-nos, agora, te pedimos, ó SENHOR; ó SENHOR, te pedimos, prospera-nos.

26Bendito aquele que vem em nome do SENHOR; nós vos bendizemos desde a casa do SENHOR.

27Deus é o SENHOR que nos mostrou a luz; atai o sacrifício da festa com cordas, até às pontas do altar.

28Tu és o meu Deus, e eu te louvarei; tu és o meu Deus, e eu te exaltarei.

29Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

Capítulo 119

1BEM-AVENTURADOS os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR.

2Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração.

3E não praticam iniqüidade, mas andam nos seus caminhos.

4Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos.

5Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos.

6Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.

7Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos.

8Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.

9Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.

10Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

11Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

12Bendito és tu, ó SENHOR; ensina-me os teus estatutos.

13Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.

14Folguei tanto no caminho dos teus testemunhos, como em todas as riquezas.

15Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.

16Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.

17Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.

18Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

19Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.

20A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo.

21Tu repreendeste asperamente os soberbos que são amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.

22Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos.

23Príncipes também se assentaram, e falaram contra mim, mas o teu servo meditou nos teus estatutos.

24Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros.

25A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.

26Eu te contei os meus caminhos, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos.

27Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim falarei das tuas maravilhas.

28A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.

29Desvia de mim o caminho da falsidade, e concede-me piedosamente a tua lei.

30Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.

31Apego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas.

32Correrei pelo caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.

33Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.

34Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.

35Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.

36Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.

37Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.

38Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.

39Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.

40Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça.

41Venham sobre mim também as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação segundo a tua palavra.

42Assim terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra.

43E não tires totalmente a palavra de verdade da minha boca, pois tenho esperado nos teus juízos.

44Assim observarei de contínuo a tua lei para sempre e eternamente.

45E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.

46Também falarei dos teus testemunhos perante os reis, e não me envergonharei.

47E recrear-me-ei em teus mandamentos, que tenho amado.

48Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amei, e meditarei nos teus estatutos.

49Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.

50Isto é a minha consolação na minha aflição, porque a tua palavra me vivificou.

51Os soberbos zombaram grandemente de mim; contudo não me desviei da tua lei.

52Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e assim me consolei.

53Grande indignação se apoderou de mim por causa dos ímpios que abandonam a tua lei.

54Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação.

55Lembrei-me do teu nome, ó SENHOR, de noite, e observei a tua lei.

56Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos.

57O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras.

58Roguei deveras o teu favor com todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra.

59Considerei os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos.

60Apressei-me, e não me detive, a observar os teus mandamentos.

61Bandos de ímpios me despojaram, mas eu não me esqueci da tua lei.

62À meia noite me levantarei para te louvar, pelos teus justos juízos.

63Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos.

64A terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos.

65Fizeste bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.

66Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos.

67Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra.

68Tu és bom e fazes bem; ensina-me os teus estatutos.

69Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu com todo o meu coração guardarei os teus preceitos.

70Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me recreio na tua lei.

71Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.

72Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata.

73As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me inteligência para entender os teus mandamentos.

74Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra.

75Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste.

76Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.

77Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia.

78Confundam-se os soberbos, pois me trataram duma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos.

79Voltem-se para mim os que te temem, e aqueles que têm conhecido os teus testemunhos.

80Seja reto o meu coração nos teus estatutos, para que não seja confundido.

81Desfalece a minha alma pela tua salvação, mas espero na tua palavra.

82Os meus olhos desfalecem pela tua palavra; entrementes dizia: Quando me consolarás tu?

83Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos.

84Quantos serão os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem?

85Os soberbos me cavaram covas, o que não é conforme a tua lei.

86Todos os teus mandamentos são verdade. Com mentiras me perseguem; ajuda-me.

87Quase que me têm consumido sobre a terra, mas eu não deixei os teus preceitos.

88Vivifica-me segundo a tua benignidade; assim guardarei o testemunho da tua boca.

89Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu.

90A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e ela permanece firme.

91Eles continuam até ao dia de hoje, segundo as tuas ordenações; porque todos são teus servos.

92Se a tua lei não fora toda a minha recreação, há muito que pereceria na minha aflição.

93Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado.

94Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos.

95Os ímpios me esperam para me destruírem, mas eu considerarei os teus testemunhos.

96Tenho visto fim a toda a perfeição, mas o teu mandamento é amplíssimo.

97Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.

98Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.

99Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.

100Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.

101Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra.

102Não me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste.

103Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.

104Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.

105Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

106Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos.

107Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra.

108Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó SENHOR; ensina-me os teus juízos.

109A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua lei.

110Os ímpios me armaram laço; contudo não me desviei dos teus preceitos.

111Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.

112Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.

113Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua lei.

114Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.

115Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus.

116Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.

117Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus estatutos.

118Tu tens pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.

119Tu tiraste da terra todos os ímpios, como a escória, por isso amo os teus testemunhos.

120O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.

121Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores.

122Fica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me oprimam.

123Os meus olhos desfaleceram pela tua salvação e pela promessa da tua justiça.

124Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.

125Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.

126Já é tempo de operares, ó SENHOR, pois eles têm quebrantado a tua lei.

127Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.

128Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda.

129Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda.

130A entrada das tuas palavras dá luz, dá entendimento aos símplices.

131Abri a minha boca, e respirei, pois que desejei os teus mandamentos.

132Olha para mim, e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.

133Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma.

134Livra-me da opressão do homem; assim guardarei os teus preceitos.

135Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo, e ensina-me os teus estatutos.

136Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei.

137Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos.

138Os teus testemunhos que ordenaste são retos e muito fiéis.

139O meu zelo me consumiu, porque os meus inimigos se esqueceram da tua palavra.

140A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama.

141Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos.

142A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.

143Aflição e angústia se apoderam de mim; contudo os teus mandamentos são o meu prazer.

144A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.

145Clamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos.

146A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos.

147Antecipei o cair da noite, e clamei; esperei na tua palavra.

148Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra.

149Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó SENHOR, segundo o teu juízo.

150Aproximam-se os que se dão a maus tratos; afastam-se da tua lei.

151Tu estás perto, ó SENHOR, e todos os teus mandamentos são a verdade.

152Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre.

153Olha para a minha aflição, e livra-me, pois não me esqueci da tua lei.

154Pleiteia a minha causa, e livra-me; vivifica-me segundo a tua palavra.

155A salvação está longe dos ímpios, pois não buscam os teus estatutos.

156Muitas são, ó SENHOR, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos.

157Muitos são os meus perseguidores e os meus inimigos; mas não me desvio dos teus testemunhos.

158Vi os transgressores, e me afligi, porque não observam a tua palavra.

159Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua benignidade.

160A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.

161Príncipes me perseguiram sem causa, mas o meu coração temeu a tua palavra.

162Folgo com a tua palavra, como aquele que acha um grande despojo.

163Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei.

164Sete vezes no dia te louvo pelos juízos da tua justiça.

165Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.

166SENHOR, tenho esperado na tua salvação, e tenho cumprido os teus mandamentos.

167A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os excessivamente.

168Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti.

169Chegue a ti o meu clamor, ó SENHOR; dá-me entendimento conforme a tua palavra.

170Chegue a minha súplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra.

171Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.

172A minha língua falará da tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justiça.

173Venha a tua mão socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos.

174Tenho desejado a tua salvação, ó SENHOR; a tua lei é todo o meu prazer.

175Viva a minha alma, e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.

176Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.

Capítulo 120

1NA minha angústia clamei ao SENHOR, e me ouviu.

2SENHOR, livra a minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora.

3Que te será dado, ou que te será acrescentado, língua enganadora?

4Flechas agudas do poderoso, com brasas vivas de zimbro.

5Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar.

6A minha alma bastante tempo habitou com os que detestam a paz.

7Pacífico sou, mas quando eu falo já eles procuram a guerra.

Capítulo 121

1LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.

2O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.

3Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.

4Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

5O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.

6O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.

7O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.

😯 SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

Capítulo 122

1ALEGREI-ME quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR.

2Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém.

3Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta.

4Onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, até ao testemunho de Israel, para darem graças ao nome do SENHOR.

5Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi.

6Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.

7Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios.

8Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti.

9Por causa da casa do SENHOR nosso Deus, buscarei o teu bem.

Capítulo 123

1A TI levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus.

2Assim como os olhos dos servos atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR nosso Deus, até que tenha piedade de nós.

3Tem piedade de nós, ó SENHOR, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.

4A nossa alma está extremamente farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.

Capítulo 124

1SE não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, ora diga Israel;

2Se não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,

3Eles então nos teriam engulido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós.

4Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;

5Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma;

6Bendito seja o SENHOR, que não nos deu por presa aos seus dentes.

7A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos.

😯 nosso socorro está no nome do SENHOR, que fez o céu e a terra.

Capítulo 125

1OS que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.

2Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.

3Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.

4Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração.

5Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

Capítulo 126

1QUANDO o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.

2Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.

3Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.

4Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.

5Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.

6Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Capítulo 127

1SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

2Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.

3Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.

4Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.

5Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.

Capítulo 128

1BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.

2Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.

3A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.

4Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.

5O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.

6E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.

Capítulo 129

1MUITAS vezes me angustiaram desde a minha mocidade, diga agora Israel;

2Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade; todavia não prevaleceram contra mim.

3Os lavradores araram sobre as minhas costas; compridos fizeram os seus sulcos.

4O SENHOR é justo; cortou as cordas dos ímpios.

5Sejam confundidos, e voltem para trás todos os que odeiam a Sião.

6Sejam como a erva dos telhados que se seca antes que a arranquem.

7Com a qual o segador não enche a sua mão, nem o que ata os feixes enche o seu braço.

8Nem tampouco os que passam dizem: A bênção do SENHOR seja sobre vós; nós vos abençoamos em nome do SENHOR.

Capítulo 130

1DAS profundezas a ti clamo, ó SENHOR.

2Senhor, escuta a minha voz; sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas.

3Se tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?

4Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.

5Aguardo ao SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.

6A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã.

7Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção.

8E ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades.

Capítulo 131

1SENHOR, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim.

2Certamente que me tenho portado e sossegado como uma criança desmamada de sua mãe; a minha alma está como uma criança desmamada.

3Espere Israel no SENHOR, desde agora e para sempre.

Capítulo 132

1LEMBRA-TE, SENHOR, de Davi, e de todas as suas aflições.

2Como jurou ao SENHOR, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo:

3Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama,

4Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras,

5Enquanto não achar lugar para o SENHOR, uma morada para o poderoso Deus de Jacó.

6Eis que ouvimos falar dela em Efrata, e a achamos no campo do bosque.

7Entraremos nos seus tabernáculos; prostrar-nos-emos ante o escabelo de seus pés.

8Levanta-te, SENHOR, ao teu repouso, tu e a arca da tua força.

9Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e alegrem-se os teus santos.

10Por amor de Davi, teu servo, não faças virar o rosto do teu ungido.

11O SENHOR jurou com verdade a Davi, e não se apartará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono.

12Se os teus filhos guardarem a minha aliança, e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu trono.

13Porque o SENHOR escolheu a Sião; desejou-a para a sua habitação, dizendo:

14Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei.

15Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados.

16Vestirei os seus sacerdotes de salvação, e os seus santos saltarão de prazer.

17Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.

18Vestirei os seus inimigos de vergonha; mas sobre ele florescerá a sua coroa.

Capítulo 133

1OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

2É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

3Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

Capítulo 134

1EIS aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na casa do SENHOR todas as noites.

2Levantai as vossas mãos no santuário, e bendizei ao SENHOR.

3O SENHOR que fez o céu e a terra te abençoe desde Sião.

Capítulo 135

1LOUVAI ao SENHOR. Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR.

2Vós que assistis na casa do SENHOR, nos átrios da casa do nosso Deus.

3Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.

4Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro.

5Porque eu conheço que o SENHOR é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.

6Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos.

7Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.

😯 que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até os animais;

9O que enviou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos;

10O que feriu muitas nações, e matou poderosos reis:

11A Siom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã;

12E deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo.

13O teu nome, ó SENHOR, dura perpetuamente, e a tua memória, ó SENHOR, de geração em geração.

14Pois o SENHOR julgará o seu povo, e se arrependerá com respeito aos seus servos.

15Os ídolos dos gentios são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

16Têm boca, mas não falam; têm olhos, e não vêem,

17Têm ouvidos, mas não ouvem, nem há respiro algum nas suas bocas.

18Semelhantes a eles se tornem os que os fazem, e todos os que confiam neles.

19Casa de Israel, bendizei ao SENHOR; casa de Arão, bendizei ao SENHOR;

20Casa de Levi, bendizei ao SENHOR; vós os que temeis ao SENHOR, louvai ao SENHOR.

21Bendito seja o SENHOR desde Sião, que habita em Jerusalém. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 136

1LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

2Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.

3Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.

4Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.

5Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.

6Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.

7Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre;

😯 sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre;

9A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;

10O que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade dura para sempre;

11E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre;

12Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre;

13Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre;

14E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;

15Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.

16Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;

17Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre;

18E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre;

19Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre;

20E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre;

21E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre;

22E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre;

23Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre;

24E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre;

25O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.

26Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.

Capítulo 137

1JUNTO dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.

2Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

3Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.

4Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?

5Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.

6Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

7Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.

8Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.

9Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.

Capítulo 138

1EU te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.

2Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.

3No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.

4Todos os reis da terra te louvarão, ó SENHOR, quando ouvirem as palavras da tua boca;

5E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.

6Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.

7Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.

😯 SENHOR aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.

Capítulo 139

1SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.

2Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

3Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

4Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.

5Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.

6Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.

7Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?

8Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.

9Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

10Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

11Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.

12Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

13Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.

14Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

15Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.

16Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

17E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!

18Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

19Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.

20Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.

21Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

22Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.

23Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.

24E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

Capítulo 140

1LIVRA-ME, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento,

2Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.

3Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá.)

4Guarda-me, ó SENHOR, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos.

5Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços. (Selá.)

6Eu disse ao SENHOR: Tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó SENHOR.

7Ó DEUS o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.

8Não concedas, ó SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não promovas o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá.)

9Quanto à cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.

10Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar.

11Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado.

12Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado.

13Assim os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença.

Capítulo 141

1SENHOR, a ti clamo, escuta-me; inclina os teus ouvidos à minha voz, quando a ti clamar.

2Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde.

3Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.

4Não inclines o meu coração a coisas más, a praticar obras más, com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma das suas delícias.

5Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que não me quebrará a cabeça; pois a minha oração também ainda continuará nas suas próprias calamidades.

6Quando os seus juízes forem derrubados pelos lados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis.

7Os nossos ossos são espalhados à boca da sepultura como se alguém fendera e partira lenha na terra.

8Mas os meus olhos te contemplam, ó DEUS o Senhor; em ti confio; não desnudes a minha alma.

9Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniqüidade.

10Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

Capítulo 142

1COM a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR.

2Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia.

3Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço.

4Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.

5A ti, ó SENHOR, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes.

6Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.

7Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.

Capítulo 143

1Ó SENHOR, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça.

2E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.

3Pois o inimigo perseguiu a minha alma; atropelou-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito.

4Pois que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado.

5Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.

6Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. (Selá.)

7Ouve-me depressa, ó SENHOR; o meu espírito desmaia. Não escondas de mim a tua face, para que não seja semelhante aos que descem à cova.

8Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.

9Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.

10Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.

11Vivifica-me, ó SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia.

12E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo.

Capítulo 144

1BENDITO seja o SENHOR, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;

2Benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu; escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo.

3SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?

4O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.

5Abaixa, ó SENHOR, os teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão.

6Vibra os teus raios e dissipa-os; envia as tuas flechas, e desbarata-os.

7Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos,

8Cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de falsidade.

9A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e instrumento de dez cordas te cantarei louvores;

10A ti, que dás a salvação aos reis, e que livras a Davi, teu servo, da espada maligna.

11Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de iniqüidade,

12Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio;

13Para que as nossas dispensas se encham de todo provimento; para que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas.

14Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem gritos nas nossas ruas.

15Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR.

Capítulo 145

1EU te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre.

2Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre.

3Grande é o SENHOR, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inexcrutável.

4Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas.

5Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas.

6E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.

7Proferirão abundantemente a memória da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça.

8Piedoso e benigno é o SENHOR, sofredor e de grande misericórdia.

9O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras.

10Todas as tuas obras te louvarão, ó SENHOR, e os teus santos te bendirão.

11Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder,

12Para fazer saber aos filhos dos homens as tuas proezas e a glória da magnificência do teu reino.

13O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações.

14O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.

15Os olhos de todos esperam em ti, e lhes dás o seu mantimento a seu tempo.

16Abres a tua mão, e fartas os desejos de todos os viventes.

17Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras.

18Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.

19Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor, e os salvará.

20O SENHOR guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.

21A minha boca falará o louvor do SENHOR, e toda a carne louvará o seu santo nome pelos séculos dos séculos e para sempre.

Capítulo 146

1LOUVAI ao SENHOR. Ó minha alma, louva ao SENHOR.

2Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu for vivo.

3Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação.

4Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.

5Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no SENHOR seu Deus.

6O que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto há neles, e o que guarda a verdade para sempre;

7O que faz justiça aos oprimidos, o que dá pão aos famintos. O SENHOR solta os encarcerados.

😯 SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos;

9O SENHOR guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.

10O SENHOR reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, de geração em geração. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 147

1LOUVAI ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável; decoroso é o louvor.

2O SENHOR edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel.

3Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.

4Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes.

5Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito.

6O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra.

7Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa.

8Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes;

9O que dá aos animais o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam.

10Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem.

11O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.

12Louva, ó Jerusalém, ao SENHOR; louva, ó Sião, ao teu Deus.

13Porque fortaleceu os ferrolhos das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.

14Ele é o que põe em paz os teus termos, e da flor da farinha te farta.

15O que envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente.

16O que dá a neve como lã; esparge a geada como cinza;

17O que lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?

18Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas.

19Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel.

20Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 148

1LOUVAI ao SENHOR. Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas.

2Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.

3Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.

4Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.

5Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados.

6E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.

7Louvai ao SENHOR desde a terra: vós, baleias, e todos os abismos;

8Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra;

9Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros;

10As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras;

11Reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra;

12Moços e moças, velhos e crianças.

13Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu.

14Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 149

1LOUVAI ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos.

2Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.

3Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e harpa.

4Porque o SENHOR se agrada do seu povo; ornará os mansos com a salvação.

5Exultem os santos na glória; alegrem-se nas suas camas.

6Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois fios nas suas mãos,

7Para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos;

8Para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro;

9Para fazerem neles o juízo escrito; esta será a glória de todos os santos. Louvai ao SENHOR.

Capítulo 150

1LOUVAI ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.

2Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.

3Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.

4Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.

5Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.

6Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.